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23 de setembro de 2012

Sobre caminhos de uma noite sem sentido

Meus olhos se abrem na tua neblina de nicotina e por segundos me sinto perdida eternamente. Mas não importa, não preciso enxergar nada além do que consigo ver agora: teu rosto.

Meus gestos embaraçados são consumidos por goles de cerveja. Eu sei, é uma ingênua forma de explorar carinhos e caminhos, já que o suor das minhas mãos revela a minha tentativa - falha - em não parecer desastrada.

Toda insegurança que apressa meus passos em direção à mais uma manhã de domingo adormece com o despertar do dia. Não porque o sol chegou ao céu enfim, mas sim porque todo clarão e calor comparecem em nossos lábios.

E é aí que toda noite sem sentido começa a ter suas razões. E é aí que vejo os motivos por ter saído no sereno de um sábado agitado: Tua língua faz sentido na minha. E meu coração quer bater junto ao teu num abraço demorado.

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