Posts antigos? Procure aqui!

31 de março de 2011

Sobre o coração ter direitos

Quando era criança, minha mãe me deixava faltar aula porque acordar cedo num dia chuvoso era "cruel". Quem dera que eu pudesse fazer isso agora.

Levanto cedo de manhã, o bairro parece agitado já às sete e meu sono me faz sentir estagnada e talvez triste.

Assim como não posso adiar o trabalho em dia de chuva, não posso adiar a tristeza. Às vezes não quero fazer as coisas, mas é necessário que elas aconteçam. E o pior, não posso pedir à alguém para me proteger. Não há mãe e nem guarda-chuva contra o envelhecer e à vida urbana.

Então, vejo que é noite. Aprecio um céu sem estrelas, os carros velozes passando, as luzes alaranjadas das ruas. Sinto tantas coisas, me sinto cheia, me sinto vazia, me sinto cansada de tudo.

E cansada de tudo, penso em descansar e aí uma paz me nina. Devo dormir, devo sonhar. Devo entregar meu sono ao que sinto e ao que deixei de sentir. Meu coração é maior que a cidade, e é direito e dever dele sentir tudo o que for preciso, pois dentro dele, tudo é pouco.

3 comentários:

  1. Ta vendo porque sinto falta de voce no mondoo?? seus posts são espetaculares voce fala com a alma.. de forma simples e profunda.. volta pra láa!! sinto sua falta.

    ResponderExcluir
  2. "Não há mãe e nem guarda-chuva contra o envelhecer e à vida urbana."

    Isso me fez pensar no futuro..
    e me deu aqui por dentro uma coisa estranha :S

    Mas gostei do texto!

    ResponderExcluir
  3. Siga Siga, menina adulta, hoje não mais criança e não mais mimada.

    :)

    ResponderExcluir